domingo, 18 de março de 2012

Ir embora




Necessidade de fuga quando tudo não dá tão certo como calculara: no impulso, ir embora. Sumir. Zarpar, distanciar, afastar de si mesma uma felicidade com arranhões. Sempre aquele resquício de culpa por tentar acertar demais e, i...ncerta, cair nas armadilhas de erros desproporcionais. Ir embora era sempre a alternativa pra deixar que a vida determinasse o rumo ou qualquer ação inesperada de quem não sabe o que fazer com a frustração que fica quando tudo destrilha de um caminho bom e feliz pra dramática cena de querer tocar a campainha e entrar de novo só pra ver se com algum tipo de magia tudo fica intacto novamente.

Saia de casas – no plural mesmo, porque não durava muito em tudo quanto era canto – deixava empregos, queria muito mudar o que estudava e se deixava adaptar a poucas pessoas. Deixava muito pelo caminho, mas se empolgava mesmo é com os inícios: colecionava metades e amava o nascer do sol, contrariando o resto dos habitantes que ficavam mesmo sem querer e diziam que ver um sol se pôr tem a beleza de um fim de dia. Nunca quis realmente deixar por aí hiatos inacabados, sentimentos feridos ou qualquer mera semelhança que pode ser configurada como coincidência – mas não é, as pessoas julgam. Tampouco compreendia aquela necessidade que saltava da boca afirmando que, talvez fosse melhor resolver tudo num outro dia, numa outra hora, em qualquer momento onde a cabeça estivesse muito mais fria, deixando o papel de quente apenas para as mãos e o coração.

Ameaçava partir porque desejava sempre um pedido para ficar, um último beijo que a fizesse mudar de ideia, uma aparência um pouco triste que encorajasse a vontade dormente de fazer um café, conversar horas, revirar os planos, levar as malas para cima, jogar a chave do carro na primeira estante a vista e com culpa, sem pena, e muita vontade vivesse de uma intensidade que nunca mais a quisesse fazer sentir vontade de fechar a porta, do lado de fora. Sem maldade, como alguma mania burra e a ferir quem não entendia muito bem, até porque a própria desconhecia o motivo de tanta autopreservação.

Mulher, quando avisa a saída é porque anseia por sua última opção se fazer capaz de sair correndo contra o tempo numa noite chuvosa onde nem sempre é inverno mas a frieza do outro a deixe quase congelada. Fazer com que sente na cama, quem sabe chore um pouco, coloque um pijama, mas fique é altamente necessário. Quando carrega em si a certeza de ir, apenas caminha rumo ao que der e vir assim que pisar na rua. Porque quase nunca tem volta. Não como era, não como ela gostaria, não como os filmes meia boca sobre amor de Hollywood nos cegam. Era difícil permanecer muito mais porque não sabia como do que por vontade. Secretamente, deseja aceitar de tudo, calar um pouco a opinião, não ser assim tão tudo na cara porque já saíra outra vezes, só que agora não: era diferente, e por mais que achasse querer, não gostaria de fato. Chegar às vias, impossível. Tinha ele a doma exata pra que aquela frescura toda diminuísse, se dissolvesse assim como as bases capengas daquela frase apressada de sempre, irrealíssima.

De repente começou a nascer nela uma vontade bastarda de que ficasse sim, recebesse cafuné deitada num sofá, contasse histórias da infância e achasse o colo do outro o melhor lugar do mundo. Vez ou outra um espasmo louco de quem surta ocasionalmente pra se manter sã ataca e o bug já conhecido de quem não consegue dormir brigada, se fere com silêncios em brigas ridículas por motivos bobos e fala que vai só para ouvir "fique" acontece, é falha humana. A rota de fuga, contudo mudou: agora, a toda vez que tem como obrigação ir contra a própria vontade, chora. Sem meio termo nenhum, que ela assina as próprias multas, gosta cada vez mais de ficar, detesta ir e já sabe que mesmo a pior despedida ocorre quando a saudade já pré-fabricada assim por ser indesejada: gigante até que se chegue uma próxima vez.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Que seu melhor amigo seja o seu amor



Enquanto faltam alguns metros pra que a gente se alcance, é possível avistar o sorriso que vai se abrindo feito sol quando é de manhãzinha e as nuvens colaboram. Desligamos a poucos minutos no celular, mas mesmo depois de quase sempre, a tensão de chegar pertinho ficando um dia ou dois longe palpita feito tamborim: não sei se é sistole nem diástole, acho mesmo qu...e é a ansiedade de quase sempre com efeito aumentado, fruto do tanto que quero ele longe e ainda mais quando posso agarrar praticamente o que de melhor o mundo me proporciona com meus dez dedinhos afobados.

Depois passa rápido a conjunção entre beijar apertado, abraçar meio sem jeito - mas forte - e sair de mãos dadas pra qualquer lugar onde não esteja calor demais, nem frio de rachar. Contar todos os detalhes já antes titulados se importantes ao longo do dia, mas não feitos de forma tão minuciosa. Rir sempre, e de qualquer lembrança que tope em meio ao assunto ou ocorra no caminho. Poder compartilhar um silêncio ou outro, mesmo que em algumas sinaleiras debruce o queixo sob o ombro que dirige o volante, saber que a intimidade cresce com o passar dos dias e não cabe enganação, não existe nojo e muito menos tédio é sorrir feliz cada vez que perguntam porque ando distraída, olho tanto para horizontes ou simplesmente os olhinhos brilham quando falo em amor.

Num olhar que pode atravessar uma sala cheia de gente, centenas de centímetros de distância ou instantes de tensão, é fácil telepatizar e encontrar ele me olhando como quem decifra antes mesmo que eu me resuma a pensar. Combinar os detalhes para o próximo final de semana, planejar um futuro no qual a gente nem mesmo sabe que existe - mas que é inevitável, sonhar pra que cinco, dez anos passem correndo tem tornado a realidade ainda mais encantadora, a cada dia. Tendo as particularidades acertadas, algumas concessões feitas, e uma grande amizade que nos permite um amor sincero e real, de algumas brigas mas de um bem inestimável quando resolve que é dia de paz. Porque além ter escolhido a dedo um namorado, faça questão de que este também seja o seu melhor amigo.

Que seu melhor amigo seja sim, o seu amor, eu disse esses dias. Sem arrependimento nenhum, porque eu sinto e logo precisa sair daqui do peito e das ideias pra tomar vida própria. Até porque, só aumenta a intensidade aqui. Enquanto ele faz o fogo e eu lavo e corto a salada, foge junto comigo pra não tão longe mas pra onde a gente consiga ser tão nós mesmos que é impossível não ir embora sorrindo ou simplesmente me levanta quase no colo numa festa onde toca música ruim, é sentir se aumentado em cada ato de ternura proporcionado. Mesmo que haja mosquitos, nada de muito bom na televisão, o latido dos cachorros lá fora ou comece a chover enquanto a ideia inicial era torrar o bronzeado do verão todo num único dia de piscina. Debaixo das sete chaves do meu peito, entre as primeiras pessoas que penso em contar as coisas boas que me acontecem, no meio dessa bagunça que tem se tornado a minha trajetória mundana, é ali que ele está: vindo na minha direção numa noite qualquer pra me levar pra passear um pouco onde o mundo se torna repentinamente bonito e a realidade desaparece.

Desde a minha força quando tudo vai mal, ao colo exato onde saberei que posso de vez em quando ser mimada e diminuir um pouco, pequenininha, ele que nem sempre pensaeá como eu, mas tem me ensinado um bocado sobre essa loucura que é a vida - e aprendido um pouco comigo, um tanto quando diferente, também - é que vale a pena num final de noite suado onde pensar não cabe mais de tanto que já foi o resto dia. Só quero um banho, qualquer coisa pra comer, e paz. E ele, e um filme, ou horas gastas antes de dormir com conversas esquisitas onde a gente se diverte falando sobre gostos em comum, discutindo acerca de opiniões nem sempre concordantes ou mesmo ouvindo a rádio de jazz e soul pelo computador e comentando o quanto era engraçado quando ainda não éramos tão cúmplices, mas desde lá, felizes construindo a solidez que tem essa paixão que ainda não morreu nem deve, mas que cada vez mais é amor.

terça-feira, 13 de março de 2012

Meu amor por gente louca


Lista de aniversário. Um daqueles momentos únicos no ano em que a gente pensa quem convida, quem fica de fora, quem iria, e quem, por mais que a gente quisesse muito, ia preferir fazer qualquer outro programa que ...não uma tarde num sítio afastado da civilização e cerveja, piscina, pouca roupa e afins. Sou de raros amigos de verdade, mas de um afeto muito grande por cada um desses personagens inigualáveis que escolho para continuar a novela interminável que é completar anos e ter tantos outros pela frente ainda (espero eu). Conclusão: eu amo gente louca. Ferramentas para: ser também um tanto quanto fora do normal. Resultado: é praticamente indivíduos de tal cunho que atraio.

A verdade é que eu amo quem se arrisque a sair dos padrões que a sociedade praticamente nos faz engolir. Abasteço meu afeto furtivo por quem se arrisca e não pede passagem, se joga e nem avalia o tamanho da queda. Esqueçam aquele estereótipo todo certinho e que, quando bebe se acha o louco da balada. Ou criaturas tão estranhas que seja impossível desenvolver qualquer conversa bem entendida e não tediosa. A minha paixão cresce ao grau de estranheza: use roupas marcantes, possua uma voz varrida e um comportamento incomum. Ideias malucas me fazem sentir apego, assim como gostos desatinados e um olhar daqueles que a gente sabe que pode divagar sobre quase tudo que imaginação não falta: a excentricidade me alucina. Claro que, alguns bons queridos íntimos e normalizados, centrados e cheios de esforço, são essenciais. Fazem com que eu queira ir em frente, deseja ser mais e ainda melhor: acredite na minha capacidade própria de poder ser mil em um milhão sem forçar a força habitual que tanto treino. Mas no campo camarada da coisa, é em quem delira que eu aposto todas as minhas fichas.

Do meu restrito ciclo de amizades, os que mais me identifico são os mais improváveis. Rola às vezes alguma discussão acalorada de opiniões sempre ferrenhas, conselhos sem pé, nem cabeça e muito menos racionalidade ditos por quem vive sem limites, manias esquisitas e qualquer coisa de anormalidade que ajude a contar o capítulo da história do outro também sendo escrita. É sempre de embates filosóficos com bons amigos que saem enxurradas de ideias proveitosas e muitos pensamentos interligados que conectam em algumas outras, meio sem querer - até então, despertas.

Esqueçam hipsters, drogaditos, gente que se acha super descolada e é motivo de piada, pensantes de carteirinha ou qualquer estereotipo que remeta loucura. Aceitar que loucos somos todos nós, é também, disparidade: a quantidade de tédio que algumas pessoas nos proporcionam é absurda. Por mais lindas, politizadas, inteligentes ou assertivas, um marasmo de ideias, nada que realmente nos marque um dia, faça lembrar antes de dormir ou dê vontade de sair contando aos quatro ventos. Que o que vale mesmo é que acelere o pensamento e faça fluir esse universo imaginário onde inconsciente e subconsciente se encontram de vez em quando - se é que não são os mesmos. Ter quem dê corda em nossas vontades (ainda) dormentes significa no fundo, muito. E é dessa insensatez em forma de companhia que eu não abro mão.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Desmedida



Eu tenho aquela mente de quem age uma, duas vezes para só depois filtrar o ocorrido e repassar as falas das repetidas cenas que poderiam ter ocorrido, mas, me faltou inteligência no calor do momento. Nunca deixei de admitir a mi...nha espontaneidade, por vezes, dificultosa de ser compreendida. Possuidora de uma cara que passa, naturalmente, brabeza e a voz alta de quem quer falar, mas acaba resultando num quase grito ordenoso, quando descuido os modos e esqueço a delicadeza sei que é fácil perceber o quanto às vezes me falta um pouco de noção.

A menina que não sabia brincar. Desde pequena, sempre procurei responder à altura. Uma pena que extrapolasse qualquer limite suportável e conseguisse atingir em cheio pontos fracos, egos imensos ou a farsa forçada daqueles que ficam na eterna dúvida de que personalidade vestir para cada ocasião e pessoas. Nem sempre fiz da sutileza minha melhor amiga, e do bom senso, um truque de mágica: é que preciso às vezes ser brutal porque não aguento por muito tempo viver sem algum tipo de transparência. Se é ódio a sensação da vez, é complicado me frear a ponto de que alguma patada não escape. Desprezo e o eterno olhar de soslaio, quase de olhos revirados. Ter opinião pra tudo, algumas vezes minha salvação, me jogou de vez em quando pro fundo de um poço próprio que não sabe calar a boca ou escolher os segundos exatos onde deve entrar a legenda – falar o impróprio em hora mais errada ainda é o tiro da culatra que volta e, quase sempre, atinge em cheio a mim mesma.

Enrubeço de uma raiva cega para, uma praticamente meia hora depois querer morrer em meio aos remédios, tamanho o remorso de ser assim tão momentânea. Ter mantido o contrato vigente com essa versão borrada de mim mesma que faz chorar mais tarde por agir conforme essa transgressão interna e confusa que me faz parecer louca e grosseira quando na verdade é pura autenticidade disfarçada. Acho um saco que me obriguem a aceitar gente que não desce, situações por pura educação ou qualquer outra babaquice que vá contra a minha linha de pensamento – tão modificada, tão contestada, mas agora por mim aceita e ponto final. Chamem Joselita, chamem de chutadora oficial de baldes, onça quando no cio ou super sincera: de fábrica e com esse defeito que dá pane quando bem entende, surta quando decide e volta ao normal instantaneamente, em questão de segundos. Noção pra que mesmo quando se tem personalidade?

terça-feira, 6 de março de 2012

Mil perdões

Olha, releva essa minha loucura inoportuna. Tem dias que a lua de tão cheia, me acerta quase completamente, e além de fazer o cabelo ter vida própria, faz com que o humor ser torne caleidoscópico. Noutros, é nada mais que uma junção de alguns minutos que, me fazendo divagar distante, trazem de volta para alguma realidade plausível. Desculpa esses meus choros desmedidos, que ocorrem sempre sem porque nem hora certa, mas de certa forma lavam a alma e me aliviam da existência de mim mesma - densa, enérgica, às vezes, caótica. Absolve essa minha veemência em precisar tanto do melhor que tenho (você), da carência de algumas tardes vazias onde o telefone não vibra, da chatice de todo o resto do universo, enquanto estamos ocupados com um montão de coisas que fazem bem pouco sentido assim que a gente se vê.

Dá um desconto pelos pisões no pé quando na minha frente na escada, aos discursos quando algum assunto acalora minhas ideias, àquela vez em que chamei de brincadeirinha de "cara chato" de tanto rir, as cócegas ainda ofegando qualquer outras palavras que desejassem escapar. Poupa minhas vontades, de vez em quando, intempestivas e excêntricas. O cobertor (ou lençol) que te roubo furtivamente, para ficar tapada até a cabeça. As reclamações disfarçadas de manha, quando todo o meu desejo é o seu colo macio e um cafuné nos cabelos. Perdoa todas as rotas de fuga que tracei em vão, e que, com um simples olhar seu, me fizeram sentir a pior pessoa a existir no presente. Dispensa de qualquer punição o grude dengoso da minha carência que às vezes arruína toda a pose de independente e bem entendida que carrego durante o dia inteiro. Inocenta o meu medo de quase tudo, minha opinião sempre carregada de uma intensidade polvorosa, a impulsividade que passa sem filtro entre mente e fala, e sem pestanejar, diz.

Anistia a minha culpa, justifica a minha confusão, isenta a minha brabeza, escusa essas minhas falhas de quem erra mesmo sem querer, atrás de um sucessão de vitórias. Educa esse meu comportamento genioso que aparece sem avisar com uma frase qualquer sincera onde você diz que gosta ou do meu pézinho torto, das frases inesperadas, ou mesmo da carinha de braba, presente sempre quando algo desagrada. Desobriga o meu desespero em ser sozinha, acalenta aquele mimo que eu tanto peço e que cala num só abraço bem apertado e que demore praticamente a vida a garotinha assustada e que, de tanto que quer sempre um pouco mais de amor, vezenquando, erra. Orgulhosa com alvará e tudo e argumentista quase que por profissão, eu que nunca peço, agora tenho praticamente implorado (a arrogância morre com o que a gente sente): mil perdões: me perdoa, amor.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Andressa responde: Casar, morar juntos ou simplesmente, viver?



Andressa, você é muito talentosa, curto demais seus textos. Justamente por este seu talento todo é que venho te pedir uma opinião de amiga pra amiga (apesar de não sermos).

Claro, menina. Vamos lá então.

Primeiro de tudo, alguns adendos: namoro há quase quatro anos; ambos temos 19 anos; fazemos faculdade (faltam 2 anos pra cada, terminar); ele trabalha, por enquanto eu não; vamos ao cinema todo sábado; dormimos juntos uma vez a duas vezes por semana; temos uma certa rotina, mas não vemos problema nenhum nisso, somos dois românticos caseiros incuráveis (hehe) e, até a aí tudo bem, concorda?

Concordo, sim. Parece ser um relacionamento bem saudável. Ainda mais por ter durado quatro anos. O ritmo de vida dos dois é parecidos, se vêem com uma rotina boa de sábados e afins, e ok: é um namoro como qualquer outro que está dando certo. Até aqui, tudo ótimo.

Porém, o problema é justamente este: por sermos tão caseiros e tal, nossos pais acham que devemos arrumar logo "nossa vida" (leia-se: devemos ficar noivos, comprar uma casa e blá, blá, blá). Para eles, namoramos há uma eternidade e temos uma certa intimidade, por isso deveríamos "ajeitar" a nossas vidas - sem nem ao menos perguntar o que achamos da ideia.

É uma ideia consensual dos pais do casal? Poxa, acho meio triste esse pensamento retrógrado. Vocês são super novos para pensar em qualquer coisa seríssima. Estão bem assim, e evoluindo aos poucos, como os melhores relacionamentos devem crescer. Pressa pra quê? Pra daqui três ou quatro anos a pressão ser "um netinho"? Quem namora são vocês dois, e não os quatro genitores de ambos. Essa vida de estudo-trabalho cansa também, e pelo amor de deus: não estamos mais na década de 50, onde mulher que ia morar junto tinha que seguir "as normas da sociedade" e noivar, pra depois casar e, só então, viver com o amado. Façam o que VOCÊS tiverem vontade e deu. Ponto.

E não, definitivamente, não é isso que queremos. Queremos viajar primeiro, viver muitos anos juntos, construir uma vida legal antes disso tudo, sabe? Não na base de obrigações. Nem grávida estou, e pela nossa vontade - e se tudo der certo - demorará muitos longos anos para que isso aconteça.

Vocês estão é certos, sabe? Claro, dá uma vontade de viver juntinho sempre, rola aquele aperto na hora de dar tchau e uma eforia desmedida e ansiosa sempre que vamos nos ver a cada dois ou três dias separados. Mas, ás vezes (e, principalmente, na nossa idade) é isso que mantém aceso relacionamentos. Eu acho que as fases da vida de cada um devem andar alinhadas ao que temos como prioridade e nossas vontades. Então, viagem muito, curtam bastante um ao outro, sintam-se livres dessas obrigações passadas de estilo de vida e que muito pouco tem a ver com a modernidade dos dias de hoje. Preservar o amor que vocês tem com paciência e parcimônia é que deve ser a maior preocupação aí. Deixar que os pais se metam demais é um erro, o amadurecimento da relação tem que vir de vocês, oras.

Por isso, peço a sua opinião: já que somos maiores de idade e temos uma graninha, seria sensato arrumar um lugar bacana pra morar (seja alugar uma casa, por exemplo), e esperar toda a revolta familiar do "morar antes de casar"( isso porque já dormimos debaixo do mesmo teto sob o consentimento de todos da casa), ou sucumbir a vontade deles, do "casar pra depois morar" e dançar conforme a música, sem confrontações, sem gritaria, sem chororô?

Olha, tu perguntou pra uma revoltada de carteirinha. Não ajo conforme o que os outros esperam. Vou levando o barco conforme eu, e com quem me relaciono, desejarmos. Acho que vocês devem fazer o que bem entender e o que, a dupla romântica, achar melhor, né. Pensa comigo: quem sabe de vocês, são os dois. E não pai, mãe, tio, papagaio, irmão ou seja lá quem. Se vocês querem morar juntos, ver no que dá, pode ser válido mesmo. Com a grana de vocês, tentar é uma alternativa bacana, se vocês almejam algo mais sério pra logo mesmo. Agora, sucumbir a vontade alheia pode ser um veneno lento ao bom do que vocês tem. A convivência diária é muito mais intensa que se ver de dias em dias. E pra tomar uma decisão dessas, é preciso ter ao menos uma grande certeza, coisa que parece não ser o caso de vocês. Essa é a minha opinião. Converse com o gato, e se ele estiver na mesma frequência, deem um jeito de frear essa vontade louca dos pais de vocês, ou simplesmente não deem ouvido. Um dia a ficha deles cai. Toda boa sorte do mundo e muito amor procês dois, lindona!

Quer enviar o seu dilema/pergunta/desabafo pra mim também? Escreve linda pra dessagoncalves_@hotmail.com que daí, é só aguardar!

quinta-feira, 1 de março de 2012

As mais grotescas atitudes masculinas:


As mina REALMENTE pira, quando:

- Vocês somem por horas: Isso não se faz com o coração de uma jovem (ou nem tanto) moça. Se vocês descobrissem pelo menos metade dos nossos horripilantes pensamentos e minhocas que criam aqui na cuca com esses desaparecimentos sem aviso prévio, aposto que acabavam. Desde traição, até acidente e morte, a gente prefere saber bonitinho onde vocês estão, se vão demorar e a que horas aproximadamente, chegam (mesmo que fiquemos brabas por demorar tanto).

- Não respondem mensagens: Se nós deixamos de responder um mísero torpedo por estar sem crédito no celular ou ter visto tarde demais, vocês enviam outros mil, enlouquecidos. Quando somos nós, logo tacham de "chatas", "grudentas" e "noiadas". Responder custa só o preço de uma SMS e nosso agradecimento sempre vem com um sorrisão e algum agradinho, pensem nisso.

- Olham para outras descaradamente: A gente sabe que tem muita menina bonita por aí, mas não precisa que vocês atestem isso com algum longo e fixo olhar para o corpinho que passa. Discrição, nesse quesito, faz sim milagre!

- Mudam de humor repentinamente: De repente, nos beijam, fazem juras de amor e confessam que adoram o nosso jeitinho de ser. Dois minutos depois, ficam pensativos por horas, mal nos tocam e muito menos falam, respondendo com murmúrios trôpegos de quem nem queria na verdade. Não dá pra entender, meninos. Andam pegando nossa TPM emprestada, é isso?

- Julgam nossas roupas: Depois de horas revirando o armário e experimentando de cinco a dez modelitos até se achar bem o bastante para sair de casa, escutamos frases como "bem estranha essa sua blusa" ou "por que você veio com esse short?", com aquele olhar reprovador que só vocês, homens, sabem aplicar e uma esfriadinha no humor que nos faz sentir mal em se sentir bonita. Relembrem: não reclamamos de regatas, sungas ou roupas de dormir que vocês às vezes saem com a gente na rua porque "não estão nem aí". Com o tempo, até achar bonitinho a gente aprende. Vale o exercício, meninos.

- Dão papo para mulheres do passado: Assim como adicionar nas redes sociais todas as ex-peguetes e ex-namoradas, ou ainda falar com as jabiracas porque "são legais e agora, suas amigas". Façam-nos o favor, hein! Se é com a gente já tem muito mimimi, então pensem: se tá no passado, é porque, com toda a certeza, tem motivo. Cuidem é de nós, musas do presente e de uma felicidade então possível para o futuro, tchê!

- Mudam na frente dos amigos, agindo com frieza: Já nos damos o trabalho de estar no meio de um monte de macho enquanto preferíamos estar tomando café após fazer compras com as amigas, certo? Ao menos preocupem-se em fazer com que nos sintamos bem. Não deixem de nos abraçar, pegar nossas mãos, apertar ou dar um beijo só porque os amiguinhos vão pensar que você tá todo in love. Macho mesmo ama e nem tá pro resto do bando, chegando até a causar inveja ao amigo solteirão invicto, que ao ver um amor bacana e tal, se sente é solitário.

- Riem das nossas colocações numa discussão ou chamam de "louca": Se somos tão doentes mentais, por que estão com a gente então? Pensar duas vezes antes de usar sentenças como "sempre", "nunca" ou "é" numa briga ajuda horrores. Antes de falar filtrar pela mente, idem. A briga geralmente termina, mas na nossa cabeça, frases mal colocadas podem se abrigar por semanas.

- Esquecerem da nossa existência durante todo o dia: Sabemos que vocês se matam no trabalho, vão para a academia, almoçam com os amigos e ainda tem a faculdade. Fica difícil mesmo até respirar, claro. Mas e dois minutinhos para digitar uma mensagem (seja on-line - e-mail, Facebook, Twitter, MSN) ou via SMS, não rola? Com certeza nos faria pular de alegria até pisando em merda na rua com algo do gênero, ainda mais inesperadamente. Remember us!

- Nos beijarem pouco: Ao longo do relacionamento, deixar de dar aqueles beijos de tirar o fôlego que no começo faziam toda a diferença é um baita erro. Acabamos nos sentindo menos amadas e meio prostitutas, believe me. Ou seja: nos beijem sempre, nos beijem muito, mesmo depois de comer a gente aceita esse ato verdadeiro de quem ama mesmo.

- Ou, simplesmente, a falta de atitude em si: Nenhuma de nós merece um cara que, não liga, não manda mensagem, não beija, não briga, não discute e nem sai com os próprios amigos. Que, além de não correr atrás, não corre na nossa frente ou de nós. Pensar duas vezes e agir uma costuma ser o melhor a se fazer. Não ser um sedentário emocional, idem. Portanto: exercitem, guris, a arte de estar num relacionamento e curtir todos os dias cada pedacinho delicioso de descobrir cada vez mais alguém. Cuidado diário é essencial!